S. sebastião
Acerca de mim
- Nome: ana betencourt
- Localização: avis, portalegre, Portugal
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
Alcancei a porta do quarto apenas em três passadas que bastaram para cobrir os dois lances de escada que separavam a sala do meu recanto predilecto.Queria chorar mas as lágrimas teimavam em não sair,queria gritar mas a garganta não conseguia produzir nenhuma nota digna de se soltar no silencio da casa.A raiva aprisionava a capacidade de olhar,de ver mais além.O que mais me doía era que,quanto aos estudos, Ela tinha razão,que fazia eu com esta idade na Escola? Mas que Fazer?-Ela,de facto,tinha-me facilitado a vida e com isso,reparava agora,prejudicou-me.Apenas sabia estar de pernas para o ar. Mesmo aí era apenas a minha percepção...Qual seria a opinião dos que me possuiram? Pouco me importava neste mau momento da minha vida.Tinha que decidir que fazer? Como saír de S.Sebastião? Ou,no caso de ficar,estava preparada par não mais depender de Alice- Ela que se foda- Queria ser independente a sério, ganhar a minha propria alimentação,construir o meu espaço.Queria, a partir daquele instante,beber a vida de um trago como se de um simples regato ela brotasse.
Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
XXV
No penoso regresso a casa paro no Bar do Tadeu.As mesmas conversas,as mesmas caras...
Debatem-se os Jogos Florais e o seu fracasso,a falta de combatentes e o uso repetido das armas antes usadas.Resignada bebo um sumo que me queima por dentro como se bebesse veneno,se calhar era o que devia beber,a morte afastar-me-ia desta tristeza imensa que me invade os dias e me atira para um pranto cada vez mais repetido e banal.Puta de vida...
-Onde andaste,vadia?
-Olha quem fala,porque não olhas para ti?
A face ficou incandescente e a dor,aínda que forte,não me marcou como de outras vezes.
-Agora bates-me...Não me ralo,digo o que me vier à cabeça.Não passas de uma puta é o que tu és.
-Ana! Cala essa boca suja senão levas mais...
-Sim bate-me, é a unica forma que sempre tiveste para esconder os teus devaneios.
-Cala-te,puta és tu,julgas que não sei o que se passa contigo e o filho do Faneca.
-E depois? Ao menos não estou metida em crimes e merdas do género.
A força deste segundo estalo fez-me soltar sangue do nariz.
-Vou-me suicidar! Faço-te a vontade,sempre quiseste ser sózinha para não teres a quem dar explicações.Bem fez o meu pai que te deixou,agora vejo porque fugiu desta merda de vida.Quem quer viver com uma pessoa como tu?
-Vaca de merda,que sabes tu da vida? Nem o conheces,nem ele se deu a conhecer.Pode estar mais perto do que julgas,mas valeu-te nalguma coisa?
Não fui eu que toda a vida te sustentei? Que me podes apontar?-Uns estalos,uns gritos,não te deixei fazer tudo o que sempre quiseste? Foi o meu erro,devia ter-te posto a trabalhar em vez de,nesta idade,aínda andares a passear os livros.
Continua
Debatem-se os Jogos Florais e o seu fracasso,a falta de combatentes e o uso repetido das armas antes usadas.Resignada bebo um sumo que me queima por dentro como se bebesse veneno,se calhar era o que devia beber,a morte afastar-me-ia desta tristeza imensa que me invade os dias e me atira para um pranto cada vez mais repetido e banal.Puta de vida...
-Onde andaste,vadia?
-Olha quem fala,porque não olhas para ti?
A face ficou incandescente e a dor,aínda que forte,não me marcou como de outras vezes.
-Agora bates-me...Não me ralo,digo o que me vier à cabeça.Não passas de uma puta é o que tu és.
-Ana! Cala essa boca suja senão levas mais...
-Sim bate-me, é a unica forma que sempre tiveste para esconder os teus devaneios.
-Cala-te,puta és tu,julgas que não sei o que se passa contigo e o filho do Faneca.
-E depois? Ao menos não estou metida em crimes e merdas do género.
A força deste segundo estalo fez-me soltar sangue do nariz.
-Vou-me suicidar! Faço-te a vontade,sempre quiseste ser sózinha para não teres a quem dar explicações.Bem fez o meu pai que te deixou,agora vejo porque fugiu desta merda de vida.Quem quer viver com uma pessoa como tu?
-Vaca de merda,que sabes tu da vida? Nem o conheces,nem ele se deu a conhecer.Pode estar mais perto do que julgas,mas valeu-te nalguma coisa?
Não fui eu que toda a vida te sustentei? Que me podes apontar?-Uns estalos,uns gritos,não te deixei fazer tudo o que sempre quiseste? Foi o meu erro,devia ter-te posto a trabalhar em vez de,nesta idade,aínda andares a passear os livros.
Continua
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
XXIV
Até que enfim! O som estridente da campaínha fez-se ouvir em toda a Escola.A professora de Geografia fez os ultimos avisos para não nos esquecermos de estudar bem para o teste.Tomei a estrada que liga a Escola em direcção a minha casa.
Chegada à porta meti a chave na fechadura e entrei.Subi a escada que leva ao meu quarto quando ouvi gemidos que aparentavam vir do quarto de minha mãe.Pé ante pé aproximei-me.Sabia que Ela não andava bem mas, estes sons,não indiciavam dor.A porta entreaberta era insuficiente para ver alguem,os gemidos eram agora mais audiveis.
-Sim,oooh!mete todo,fode-me,não pares,oh meu amor veeem-te!
A voz de Alice era perceptivel.Quem seria o seu par? Nunca imaginei que, alem do caso que manteve com o professor Varela,tivesse a ousadia e rapidez de arranjar outro amante,se não o tinha já,em tão pouco tempo.Optei por sair dali o mais depressa que pude,antes que fosse descoberta.Chorei,não sei se por inveja, se por raiva,desmoronava-se completamente a sacralização da maternidade.
-A Ribeira assumia,imtemporalmente,o confessionário das desgraças que se iam sucedendo,como numa curta metragem passada em velocidade,na minha vida.
Caminhei na margem durante um tempo indefinido.Olhei os peixes que teimavam em saltar,como se quisessem vir acompanhar-me nos lamentos,olhei os pescadores que teimavam em pescá-los e os devolviam ao seu meio, como num jogo sem fim em que o recomeço é sempre igual.Fiz um balanço dos acontecimentos: Um homem apareceu morto,docente na Escola onde eu estudo e minha mãe trabalha.Ela andava envolvida com ele,o inspector diz-me que não é uma assassina,em casa, deita-se com não sei quem ,pouco tempo depois do crime.São chamadas várias pessoas a depor,o inspector alerta-me para o facto de que pode ter havido outro assassinato,noutro lugar, noutro tempo...Pobre de mim,são acontecimentos a mais para uma pessoa só.
Nem o Puto me surge no horizonte breve.Ao menos podia ocupar-me de assuntos mais interessantes e divertidos.Sinceramente, S. Sebastião vai-me enfraquecendo e dilacerando em pequenos cortes de Alma e de vida.
Continua
Chegada à porta meti a chave na fechadura e entrei.Subi a escada que leva ao meu quarto quando ouvi gemidos que aparentavam vir do quarto de minha mãe.Pé ante pé aproximei-me.Sabia que Ela não andava bem mas, estes sons,não indiciavam dor.A porta entreaberta era insuficiente para ver alguem,os gemidos eram agora mais audiveis.
-Sim,oooh!mete todo,fode-me,não pares,oh meu amor veeem-te!
A voz de Alice era perceptivel.Quem seria o seu par? Nunca imaginei que, alem do caso que manteve com o professor Varela,tivesse a ousadia e rapidez de arranjar outro amante,se não o tinha já,em tão pouco tempo.Optei por sair dali o mais depressa que pude,antes que fosse descoberta.Chorei,não sei se por inveja, se por raiva,desmoronava-se completamente a sacralização da maternidade.
-A Ribeira assumia,imtemporalmente,o confessionário das desgraças que se iam sucedendo,como numa curta metragem passada em velocidade,na minha vida.
Caminhei na margem durante um tempo indefinido.Olhei os peixes que teimavam em saltar,como se quisessem vir acompanhar-me nos lamentos,olhei os pescadores que teimavam em pescá-los e os devolviam ao seu meio, como num jogo sem fim em que o recomeço é sempre igual.Fiz um balanço dos acontecimentos: Um homem apareceu morto,docente na Escola onde eu estudo e minha mãe trabalha.Ela andava envolvida com ele,o inspector diz-me que não é uma assassina,em casa, deita-se com não sei quem ,pouco tempo depois do crime.São chamadas várias pessoas a depor,o inspector alerta-me para o facto de que pode ter havido outro assassinato,noutro lugar, noutro tempo...Pobre de mim,são acontecimentos a mais para uma pessoa só.
Nem o Puto me surge no horizonte breve.Ao menos podia ocupar-me de assuntos mais interessantes e divertidos.Sinceramente, S. Sebastião vai-me enfraquecendo e dilacerando em pequenos cortes de Alma e de vida.
Continua
Terça-feira, Novembro 29, 2005
XXIII
Foi uma noite horrivel.A conversa com o inspector Jaime deixou marcas.As minhas preocupações aumentavam à medida que ia dando como certo que Alice estava envolvida no crime do professor Varela.Curiosa a ideia que construimos de uma pessoa,neste caso uma mãe,e a facilidade com que os acontecimentos nos ultrapassam aliados à capacidade de destruição dessa mesma ideia antes formada.
Levantei-me do quentinho da cama e arrepiei-me mal pus os pés no chão.As noites iam frias em S. Sebastião e o gêlo que os acontecimentos iam produzindo tambem não ajudava.
No caminho para a Escola fiquei a saber que a primeira parte dos Jogos Florais tinha sido um fiasco.O tão esperado assalto à primeira muralha -A edificada junto ao lar- tinha sido ganho por desistencia de uma das equipas.A falta de tropas ou a chegada tardia de alguns dos acessorios esperados foi o motivo invocado para o abandono.Esperamos que a tomada da segunda muralha seja mais divertida e,já agora,mais participada.De qualquer modo os vencedores espelham felicidade pela vitória.Sempre é bom ganhar qualquer coisa mesmo sem combate...
Espero que a campaínha toque,estou farta das aulas e desejo ardentemente que o Natal chegue.Comprei uma Colónia para oferecer ao Puto e quero tê-lo na cama com aquele cheirinho misturado com o odor que ele proprio emana-cheirinho a adolescente.
Tenho saudades de estar envolta com ele nos lençois quentes da minha alcova.As festas que me faz as caricias com que me premeia,deixam-me louca.Pergunto-me vezes sem conta:-Que tem este miudo para me deixar nesta loucura?
Alem de possuir um instrumento normalissimo e de todo ele ser de aspecto normal,que tem o Puto que os outros não tiveram ou fizeram?
São perguntas,que sinceramente,não tenho interesse em obter resposta.No intimo sei porquê.As questões servem-me de desculpa para os momentos em que me sinto profanadora daquele corpo macio,aveludado e puro...
Continua
Levantei-me do quentinho da cama e arrepiei-me mal pus os pés no chão.As noites iam frias em S. Sebastião e o gêlo que os acontecimentos iam produzindo tambem não ajudava.
No caminho para a Escola fiquei a saber que a primeira parte dos Jogos Florais tinha sido um fiasco.O tão esperado assalto à primeira muralha -A edificada junto ao lar- tinha sido ganho por desistencia de uma das equipas.A falta de tropas ou a chegada tardia de alguns dos acessorios esperados foi o motivo invocado para o abandono.Esperamos que a tomada da segunda muralha seja mais divertida e,já agora,mais participada.De qualquer modo os vencedores espelham felicidade pela vitória.Sempre é bom ganhar qualquer coisa mesmo sem combate...
Espero que a campaínha toque,estou farta das aulas e desejo ardentemente que o Natal chegue.Comprei uma Colónia para oferecer ao Puto e quero tê-lo na cama com aquele cheirinho misturado com o odor que ele proprio emana-cheirinho a adolescente.
Tenho saudades de estar envolta com ele nos lençois quentes da minha alcova.As festas que me faz as caricias com que me premeia,deixam-me louca.Pergunto-me vezes sem conta:-Que tem este miudo para me deixar nesta loucura?
Alem de possuir um instrumento normalissimo e de todo ele ser de aspecto normal,que tem o Puto que os outros não tiveram ou fizeram?
São perguntas,que sinceramente,não tenho interesse em obter resposta.No intimo sei porquê.As questões servem-me de desculpa para os momentos em que me sinto profanadora daquele corpo macio,aveludado e puro...
Continua
Segunda-feira, Novembro 28, 2005
XXII
-Ana estiveste aqui antes de mim?
-Estive,vim dar um passeio e rezar um pouco,como faço muitas vezes.
-Achaste alguma coisa?
Cabrões.Pareciam saber tudo,era verdade,mas como soube? Interroguei-me em silêncio...
-Sim achei um lápis.
-Espero que não lhe tenhas pegado com as mãos porque ficariamos sem provas.
-Por acaso,só por acaso,tinha as minhas luvas de lã calçadas.-Tem-no contigo?
-Sim.Espere tenho-o no bolso do casaco que ficou no carro.
Acompanhou-me ao automovel e assistiu impávido ao remexer dos bolsos.
-Aqui está,é todo seu.Espero que me deixem em paz.
-Temo que não seja possivel.Ana prepara-te porque terás novidades e não serão agradaveis. -Inspector! Diga-me só uma coisa,peço-lhe por tudo...
-Pergunta,mas aviso-te que não posso adiantar muito.
A presença deste homem mais velho dáva-me uma segurança que nunca sentira antes.Parecia que tinha na minha presença um pai que fora sempre ausente e que agora regressava para mim.
-A minha mãe está metida nisto?
-Pode estar,mas fica calma,não é uma assassina.
Fiquei mais descansada. O envolvimento da minha mãe neste crime era uma novidade que destruia por completo a imagem que contrui dela ao longo dos anos,sabia-a dura,mas nada que pudesse imiscui-la num assunto desta envergadura.
Continua
-Estive,vim dar um passeio e rezar um pouco,como faço muitas vezes.
-Achaste alguma coisa?
Cabrões.Pareciam saber tudo,era verdade,mas como soube? Interroguei-me em silêncio...
-Sim achei um lápis.
-Espero que não lhe tenhas pegado com as mãos porque ficariamos sem provas.
-Por acaso,só por acaso,tinha as minhas luvas de lã calçadas.-Tem-no contigo?
-Sim.Espere tenho-o no bolso do casaco que ficou no carro.
Acompanhou-me ao automovel e assistiu impávido ao remexer dos bolsos.
-Aqui está,é todo seu.Espero que me deixem em paz.
-Temo que não seja possivel.Ana prepara-te porque terás novidades e não serão agradaveis. -Inspector! Diga-me só uma coisa,peço-lhe por tudo...
-Pergunta,mas aviso-te que não posso adiantar muito.
A presença deste homem mais velho dáva-me uma segurança que nunca sentira antes.Parecia que tinha na minha presença um pai que fora sempre ausente e que agora regressava para mim.
-A minha mãe está metida nisto?
-Pode estar,mas fica calma,não é uma assassina.
Fiquei mais descansada. O envolvimento da minha mãe neste crime era uma novidade que destruia por completo a imagem que contrui dela ao longo dos anos,sabia-a dura,mas nada que pudesse imiscui-la num assunto desta envergadura.
Continua
Sábado, Novembro 26, 2005
XXI
O Puto partiu sem virar os olhos para mim,penso que não me ouviu.Resolvi entrar no "Faneca" o meu estomago apelava a um bolinho e um chá de tília para,supostamente, me acalmar.O lápis ocupava todos os momentos em que o sexo se distraía e deixava vago algum pedaço de massa cinzenta.O dia já vai longo e o meu corpo pede-me cama.A necessidade de estudar faz de mim uma "zombie"vagueio pelas ruas com cara de sono,reparam em mim e pensam que enrolo uns charros.O Faneca demora eternidades a chegar com o chá.O bolo tem um aspecto asqueroso e da chavena onde me serve o famigerado mijo vegetal nem é bom falar.Engulo aquela merda num ápice e saio à procura de ar respiravel.«anda comigo»
-Foda-se! Outra vez,que foi agora?
-Não faças ondas é uma conversa amiga.
-Ok,e onde vamos?
-Entra no Carro,já te digo.
O Golf branco desliza a uma velocidade vertiginosa , só a passagem rápida do risco que delimita a berma da estrada, me indica que aínda vamos com alguma segurança.
As curvas surgem e desaparecem nos meus olhos escancarados de mêdo.
Que teria levado o inspector Jaime a esta correria desenfreada?
Paramos junto à Capela onde horas antes apanhei o benson quatorze.
-Ana,sabes muito mais do que contaste ao inspector Orlando Ribas...
-Não,não sei.Porque me continuam a chatear eu nem gostava do homem,além disso só soube da morte quando cheguei à Escola.
-Ana vê se entendes,temos de rebuscar em todo o lado.Este crime pode não ser o primeiro que o assassino praticou.
-Como assim,mataram mais alguem em S.Sebastião?
-Podem te-lo feito,talvez, noutro sitio hà uns anos.
Caminhámos lado a lado durante algum tempo.Observei a quietude das águas,testemunhas silenciosas dos sons e olhares, de cumplicidades que o tempo fez esquecer mas que no leito desta ribeira,permanecem guardadas.E,por vezes, um ano menos chuvoso põe a nú e só disfarçado por um pequeno regato que parece encarregado da limpeza das memórias.
Continua
-Foda-se! Outra vez,que foi agora?
-Não faças ondas é uma conversa amiga.
-Ok,e onde vamos?
-Entra no Carro,já te digo.
O Golf branco desliza a uma velocidade vertiginosa , só a passagem rápida do risco que delimita a berma da estrada, me indica que aínda vamos com alguma segurança.
As curvas surgem e desaparecem nos meus olhos escancarados de mêdo.
Que teria levado o inspector Jaime a esta correria desenfreada?
Paramos junto à Capela onde horas antes apanhei o benson quatorze.
-Ana,sabes muito mais do que contaste ao inspector Orlando Ribas...
-Não,não sei.Porque me continuam a chatear eu nem gostava do homem,além disso só soube da morte quando cheguei à Escola.
-Ana vê se entendes,temos de rebuscar em todo o lado.Este crime pode não ser o primeiro que o assassino praticou.
-Como assim,mataram mais alguem em S.Sebastião?
-Podem te-lo feito,talvez, noutro sitio hà uns anos.
Caminhámos lado a lado durante algum tempo.Observei a quietude das águas,testemunhas silenciosas dos sons e olhares, de cumplicidades que o tempo fez esquecer mas que no leito desta ribeira,permanecem guardadas.E,por vezes, um ano menos chuvoso põe a nú e só disfarçado por um pequeno regato que parece encarregado da limpeza das memórias.
Continua
Quinta-feira, Novembro 24, 2005
XX
Meti o lápis no bolso e parti depressa.Cogitei no que fazer com o achado.A alegria voltou quando,ao chegar à aldeia,me disseram que estavam a preparar os jogos florais da nossa terra.Este ano iam ser diferentes,prepararam uma especie de assaltos ao "Castelo" e para tal tinham edificado uma muralha junto à minha Escola e outra junto ao Lar de Idosos.Tinham sido as gentes de cá e uma ou outra associação quem preparara o evento.Ia ser divertido,assistir à reconstituição,como nos tempos da Idade Média,da tomada do poder.Havia já grupos organizados armados até aos dentes,espadas,lanças,catapultas e um sem fim de armas de arremesso e de defesa.Era agradavel assistir à preparação dos exercitos e a toda a movimentação das tropas de um e outro lado.Vinha-me à memória os tempos, em que nos assaltos , se pilhavam toda a especie de generos e se violavam as mulheres que briosamente defendiam os seus lares e protegiam os seus meninos da gula indiscriminada dos assaltantes.Claro que se tratava de Jogos e as Donzelas agora não corriam perigo.Seriam até reconpensadas se de livre vontade participassem na encenação.Da Capital chegou uma camioneta carregada de roupas antigas.Das aldeias proximas tinham surgido os melhores lutadores,enfim, ia ser uma festa como hà muito não se via em S. Sebastião.
Por outro lado,os inspectores pareciam cada vez mais perto da descoberta fundamental para o acalmar dos animos.
-Puuuuuto!
Vira-o sair,em passo rápido,em direcção ao carro.Sinceramente queria estar com ele fazia-me cada vez mais feliz.Convenhamos que não era dificil,desde que,como até agora,aceitasse despir-se,saltar-me para cima e desfrutar-me o corpo.
Aínda hà dois dias o tinha aprisionado no meu quarto e lhe fizera a mais destemida das oralidades.O Puto entrou no Céu sem falar com S.Pedro.Tudo isto em S.Sebastião.
Continua
Por outro lado,os inspectores pareciam cada vez mais perto da descoberta fundamental para o acalmar dos animos.
-Puuuuuto!
Vira-o sair,em passo rápido,em direcção ao carro.Sinceramente queria estar com ele fazia-me cada vez mais feliz.Convenhamos que não era dificil,desde que,como até agora,aceitasse despir-se,saltar-me para cima e desfrutar-me o corpo.
Aínda hà dois dias o tinha aprisionado no meu quarto e lhe fizera a mais destemida das oralidades.O Puto entrou no Céu sem falar com S.Pedro.Tudo isto em S.Sebastião.
Continua
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
XIV
Saí daquela sala mórbida,onde fui inquirida, em passo apressado.A sensação de ser observada a atravessar aquelas portas e o consequente imaginário ligado ao crime dava comigo em doida.As ruas de S.Sebastião estavam desertas,como a aldeia toda,os velhos iam sendo levados pela morte.Os novos partiam ou anichavam-se debaixo da saia protectora do Estado. S.Sebastião ia envelhecendo com os seus filhos,perdia brilho. As festas e folias de outrora davam lugar a pequenas encenações para manter os habitantes um pouco menos desgostosos com a precaridade que a vida lhes vinha oferecendo.E eu perdida neste mar de silencio onde os tímpanos quase rebentam do ensurdecedor eco do vazio.Não tivesse eu uma completa e diferente maneira de beber a vida e seria devorada pelos monstros que são o "absurdo" e "ridiculo" vegetantes destas aldeias.Roi-me por dentro a constatação,e é-me dificil admitir,que são as minhas explorações sexuais que me mantem activa e despegada da realidade de S.Sebastião.Que seria de mim se não tivesse o Puto? Que seria de mim sem o amor,enquanto durou,do Anacleto? Ah pobres dos que não amam,não gostam,não abusam de si e dos outros com um prazer cumplice e adultero.
O vento levou-me,sem que eu o impedisse, até junto da pequena Capela,bem por cima das águas fundas de uma barragem ressequida pelo calor e seca do ano passado.Falei com um Deus qualquer,não importa,queria só falar com alguem.Egoista,eu que nunca lhe liguei,chamava-o agora em meu socorro...
Miracolosamente e em sem palavras,respondeu-me.Os meus olhos detiveram-se no pequeno e afiado objecto que jazia nas ervas que os meus pés acalcavam.Um lápis Benson quatorze coberto com o que parecia ser sangue.
Continua
O vento levou-me,sem que eu o impedisse, até junto da pequena Capela,bem por cima das águas fundas de uma barragem ressequida pelo calor e seca do ano passado.Falei com um Deus qualquer,não importa,queria só falar com alguem.Egoista,eu que nunca lhe liguei,chamava-o agora em meu socorro...
Miracolosamente e em sem palavras,respondeu-me.Os meus olhos detiveram-se no pequeno e afiado objecto que jazia nas ervas que os meus pés acalcavam.Um lápis Benson quatorze coberto com o que parecia ser sangue.
Continua
Terça-feira, Novembro 22, 2005
XVIII
De dentro do Golf branco saíram dois homens.Pelo tamanho e contornos do corpo percebi a silhueta do inspector Orlando.- Queremos falar contigo,importas-te de nos acompanhar? Saí do carro do Puto e entrei para o banco de tras da viatura da Judiciária.O silencio era brutalmente aflitivo,ninguem disse uma palavra até à chegada junto da porta do Posto da Guarda,altura em que Orlando Ribas rosnou«acompanha-nos».
-A tua mãe costuma sair de noite?
-Raramente,porquê?
-Quem pergunta somos nós,certo?
-Pronto,só queria saber se ela viu ou sabe alguma coisa...
-Sabias da relação da tua mãe com o Srº Varela?
-Suspeitava.
-Ela disse-te onde foi na noite do crime?
-Não,nem sabia que tinha saído
Menti, dera pela saída dela mas nunca ousara perguntar onde teria ido...
Aínda não estava refeita da novidade que o Puto me revelara,tudo isto me parecia impossivel.Pela primeira vez começei a temer o pior.Teria a minha mãe coragem e motivo para assassinar o pobre coitado? Estas e outras interrogações entravam em catadupa na minha mente desordenada e confusa.-Vais para casa e tenta saber tudo sobre a saída da tua mãe.E toma atenção! O que souberes vens imediatamente dizer-nos.Caso contrário serás envolvida no processo.
Sabia que me tentavam intimidar,não havia rigorosamente nada que me incluisse naquela merda.Mas fiquei com medo,se não por mim,pela minha velhota.
Curiosa a excitação que o mêdo provoca.Sentia um frenesim entre pernas,um calor húmido que me punha as faces rubras e as pupilas dilatadas.Coisa de louca,como é possivel que num momento em que,tolhida pelas emoções,devia ausentar do pensamento a libertinagem da minha vagina,era, precisamente ela,que mais apelava aos meus sentidos.-Estou a ficar passada!
Continua
-A tua mãe costuma sair de noite?
-Raramente,porquê?
-Quem pergunta somos nós,certo?
-Pronto,só queria saber se ela viu ou sabe alguma coisa...
-Sabias da relação da tua mãe com o Srº Varela?
-Suspeitava.
-Ela disse-te onde foi na noite do crime?
-Não,nem sabia que tinha saído
Menti, dera pela saída dela mas nunca ousara perguntar onde teria ido...
Aínda não estava refeita da novidade que o Puto me revelara,tudo isto me parecia impossivel.Pela primeira vez começei a temer o pior.Teria a minha mãe coragem e motivo para assassinar o pobre coitado? Estas e outras interrogações entravam em catadupa na minha mente desordenada e confusa.-Vais para casa e tenta saber tudo sobre a saída da tua mãe.E toma atenção! O que souberes vens imediatamente dizer-nos.Caso contrário serás envolvida no processo.
Sabia que me tentavam intimidar,não havia rigorosamente nada que me incluisse naquela merda.Mas fiquei com medo,se não por mim,pela minha velhota.
Curiosa a excitação que o mêdo provoca.Sentia um frenesim entre pernas,um calor húmido que me punha as faces rubras e as pupilas dilatadas.Coisa de louca,como é possivel que num momento em que,tolhida pelas emoções,devia ausentar do pensamento a libertinagem da minha vagina,era, precisamente ela,que mais apelava aos meus sentidos.-Estou a ficar passada!
Continua
Segunda-feira, Novembro 21, 2005
XVII
Orlando Ribas sabia,agora, que o professor Varela tinha sido morto junto da casa velha que fica a 522 metros na perpendicular ao campo de jogos de S.Sebastião.Que fora arrastado para dentro da Escola não havia duvida.Então quem o arrastou? O que atraiu a um local ermo, como aquele descampado,um professor recatado e pouco dado a noitadas?
Lembrava-me que ,na noite anterior à descoberta do cadaver,ouvira os passos de minha mãe ,surrateiramente, deslizarem pela porta fora.
A ideia de que Alice podia,de algum modo, estar envolvida no crime assaltava-me com mais frequencia.O inspector Jaime fizera todas estas revelações na pastelaria do Faneca como se quisesse fazer passar a mensagem e deixar nervoso o assassino ou assassinos.De facto, e são apenas conjecturas,o Lombriga calara-se e quase desaparecera,Anacleto andava estranho,cabisbaixo e adoentado.Mestre Mário ia constantemente a caminho da Capital em tratamentos,não se sabe bem a quê?
E a minha velhota não era de facto a mesma.Já nem insistia muito comigo para ingerir aquele purgante farinácio matinal.Estranho,muito estranho...
Os meus encontros com o Puto iam aumentando de intensidade e tempo.O rapaz estava a tornar-se um verdadeiro "expert" na arte de alcova.Ouviam-se uns rumores acerca do nosso envolvimento.Mas nada de concreto, revelava-se mais maduro do que aparentava e dele não tinha saído nada.Foi num destes encontros furtivos que o miudo me deixou boquiaberta.
-Sabes Ana,acho que sei quem matou o prof. de Física.
-Óh meu, tas doido ou quê? Nem digas essa merda alto que a Policia leva-te num instante...
-Mas...Ana,estou a falar a sério,depois daquele inspector ter contado onde mataram o velho lembrei-me que vi um tipo a vir de lá numa correria que nem imaginas.Estranhei,mas como começava a chover, não liguei,mas agora...
-Porra! Cala-te não me contes, não quero ter nada a ver com isso.
-Ana! Ajuda-me tenho que desabafar com alguem.
-Ok,dizes-me o nome ao ouvido e depois pensarei no que fazer...
-Olha era o...
Ouvimos uma buzina junto a nós.
Continua
Lembrava-me que ,na noite anterior à descoberta do cadaver,ouvira os passos de minha mãe ,surrateiramente, deslizarem pela porta fora.
A ideia de que Alice podia,de algum modo, estar envolvida no crime assaltava-me com mais frequencia.O inspector Jaime fizera todas estas revelações na pastelaria do Faneca como se quisesse fazer passar a mensagem e deixar nervoso o assassino ou assassinos.De facto, e são apenas conjecturas,o Lombriga calara-se e quase desaparecera,Anacleto andava estranho,cabisbaixo e adoentado.Mestre Mário ia constantemente a caminho da Capital em tratamentos,não se sabe bem a quê?
E a minha velhota não era de facto a mesma.Já nem insistia muito comigo para ingerir aquele purgante farinácio matinal.Estranho,muito estranho...
Os meus encontros com o Puto iam aumentando de intensidade e tempo.O rapaz estava a tornar-se um verdadeiro "expert" na arte de alcova.Ouviam-se uns rumores acerca do nosso envolvimento.Mas nada de concreto, revelava-se mais maduro do que aparentava e dele não tinha saído nada.Foi num destes encontros furtivos que o miudo me deixou boquiaberta.
-Sabes Ana,acho que sei quem matou o prof. de Física.
-Óh meu, tas doido ou quê? Nem digas essa merda alto que a Policia leva-te num instante...
-Mas...Ana,estou a falar a sério,depois daquele inspector ter contado onde mataram o velho lembrei-me que vi um tipo a vir de lá numa correria que nem imaginas.Estranhei,mas como começava a chover, não liguei,mas agora...
-Porra! Cala-te não me contes, não quero ter nada a ver com isso.
-Ana! Ajuda-me tenho que desabafar com alguem.
-Ok,dizes-me o nome ao ouvido e depois pensarei no que fazer...
-Olha era o...
Ouvimos uma buzina junto a nós.
Continua
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
XVI
Continuei a gemer tal era o prazer que aquele malandro me proporcionava.Voltei-me e peguei naquele caralho quente que ameaçava explodir.Meti-o na boca e dei-lhe dentadinhas mansas e lambidelas sofregas,chupei-o até à raiz.O rapaz revirava os olhos numa loucura espontanea.Subi até ficar de cocoras junto dos seus lábios e deixei-o,novamente,meter a lingua dentro de mim.Que habilidade natural,que destreza no linguajar...
-Quero entrar dentro de ti.-Disse-me quase em surdina.
-Sim,oh...Veeem!
Saltou-me para cima, introduziu-se dentro de mim e cavalgou como um corcel louco de bravura,que belo animal...
Rodou-me e possuiu-me à canzana.Depois tirou aquele pénis desenfreado e humedeceu-me o anus com o dedo molhado.Enterrou-me o bruto e fez-me lacrimejar de dor misturada com prazer infinito.Atirou comigo para cima dos lençois e penetrou-me,outra vez na vagina.Por fim num esgar de satisfação senti-lhe o leite quente a jorrar dentro do meu Ser mais profundo e vi naquele rosto de menino a felicidade estampada.
Ergeu-se e começou a vestir toda a roupa que tinha espalhado pelo quarto.
-Não tomas um duche?
-Desculpa mas tenho que ir o meu pai já deve estar preocupado.Disse que não me ia demorar.-Voltamos a ver-nos? Não estava disposta a perder um especime daquele calibre.Aínda para mais em S.Sebastião, coisa rara...
-Sempre que quiseres e eu puder.
-Gostastes?
-Adorei,nunca tinha feito amor com uma mulher mais velha,desculpa com mais idade...
-Não faz mal,eu percebi,o que importa é que ambos adorámos e podemos repetir sempre que te apetecer.Só te quero pedir que mantenhas isto em segredo,sabes como é o pessoal daqui...
-Fui para o banho e a imagem daquele menino atormentava-me o cérebro,não conseguia afastar o seu corpo da minha mente.Sorri de contentamento.
Continua
-Quero entrar dentro de ti.-Disse-me quase em surdina.
-Sim,oh...Veeem!
Saltou-me para cima, introduziu-se dentro de mim e cavalgou como um corcel louco de bravura,que belo animal...
Rodou-me e possuiu-me à canzana.Depois tirou aquele pénis desenfreado e humedeceu-me o anus com o dedo molhado.Enterrou-me o bruto e fez-me lacrimejar de dor misturada com prazer infinito.Atirou comigo para cima dos lençois e penetrou-me,outra vez na vagina.Por fim num esgar de satisfação senti-lhe o leite quente a jorrar dentro do meu Ser mais profundo e vi naquele rosto de menino a felicidade estampada.
Ergeu-se e começou a vestir toda a roupa que tinha espalhado pelo quarto.
-Não tomas um duche?
-Desculpa mas tenho que ir o meu pai já deve estar preocupado.Disse que não me ia demorar.-Voltamos a ver-nos? Não estava disposta a perder um especime daquele calibre.Aínda para mais em S.Sebastião, coisa rara...
-Sempre que quiseres e eu puder.
-Gostastes?
-Adorei,nunca tinha feito amor com uma mulher mais velha,desculpa com mais idade...
-Não faz mal,eu percebi,o que importa é que ambos adorámos e podemos repetir sempre que te apetecer.Só te quero pedir que mantenhas isto em segredo,sabes como é o pessoal daqui...
-Fui para o banho e a imagem daquele menino atormentava-me o cérebro,não conseguia afastar o seu corpo da minha mente.Sorri de contentamento.
Continua
Quarta-feira, Novembro 16, 2005
XV
-Podes contar,não tenhas vergonha,eu não me zango...
-São sonhos eróticos,penso que estou abraçado a ti e,não conto mais...
Sabia bem que genero de sonhos ele tinha.
-Chegámos,queres entrar?- Atirei sem pensar.
Entrámos em casa e reparei que nunca me olhou nos olhos,sentia-o incomodado,pouco à vontade.Pedi-lhe que se sentasse e ofereci-lhe uma bebida.
-Não,obrigado,nunca bebo.
-Não falei em alcool,mas um café ou um sumo?
As mãos andavam num revirote proprio de quem não sabe que lhes fazer.
Sentei-me no braço do cadeirão, bem junto a ele, e percebia perfeitamente a sua respiração acelerada.Pousei a minha mão em cima da sua e tentei que se acalmasse.
A mão fervia,dei-lhe um beijo suave na testa e esperei a reacção dele.
O que se seguiu foi das melhores horas de prazer da minha vida.Levantou-se,beijou-me nos lábios com uma doçura infantil.Depois começou a mordiscar-me as orelhas ao mesmo tempo que, com as mãos me ia afagando o peito.Levantei-me dei-lhe a mão e arrastei-o para o quarto,fechei a porta com duas voltas.Abraçei-o,beijei-lhe o pescoço e abandonei-me nos seus braços.Senti os dedos dele por debaixo da minha saia,a lingua entrou na minha boca e girou em todos os sentidos as mãos perscutavam o meu corpo como se de um joalheiro se tratasse em arranjos de filigrana.Despi-o,despiu-me,e continuou a beijar-me e a linguajar no meu pescoço.Com leves movimentos,passou a lingua nos meus mamilos e desceu até ao meu umbigo onde fez um autentico bailado humido e salivar.Estava louca.Agora o calor emergia entre as minhas coxas e foi aí que ele se deteve com oscilações bem medidas e sincronizadas,gemi...
Continua
-São sonhos eróticos,penso que estou abraçado a ti e,não conto mais...
Sabia bem que genero de sonhos ele tinha.
-Chegámos,queres entrar?- Atirei sem pensar.
Entrámos em casa e reparei que nunca me olhou nos olhos,sentia-o incomodado,pouco à vontade.Pedi-lhe que se sentasse e ofereci-lhe uma bebida.
-Não,obrigado,nunca bebo.
-Não falei em alcool,mas um café ou um sumo?
As mãos andavam num revirote proprio de quem não sabe que lhes fazer.
Sentei-me no braço do cadeirão, bem junto a ele, e percebia perfeitamente a sua respiração acelerada.Pousei a minha mão em cima da sua e tentei que se acalmasse.
A mão fervia,dei-lhe um beijo suave na testa e esperei a reacção dele.
O que se seguiu foi das melhores horas de prazer da minha vida.Levantou-se,beijou-me nos lábios com uma doçura infantil.Depois começou a mordiscar-me as orelhas ao mesmo tempo que, com as mãos me ia afagando o peito.Levantei-me dei-lhe a mão e arrastei-o para o quarto,fechei a porta com duas voltas.Abraçei-o,beijei-lhe o pescoço e abandonei-me nos seus braços.Senti os dedos dele por debaixo da minha saia,a lingua entrou na minha boca e girou em todos os sentidos as mãos perscutavam o meu corpo como se de um joalheiro se tratasse em arranjos de filigrana.Despi-o,despiu-me,e continuou a beijar-me e a linguajar no meu pescoço.Com leves movimentos,passou a lingua nos meus mamilos e desceu até ao meu umbigo onde fez um autentico bailado humido e salivar.Estava louca.Agora o calor emergia entre as minhas coxas e foi aí que ele se deteve com oscilações bem medidas e sincronizadas,gemi...
Continua
Segunda-feira, Novembro 14, 2005
XIV
Tarde fria,mau tempo.Deambulo entre a minha casa e o Bar do Tadeu.Conversas sem interesse,pouca gente.Os rostos tristes dos passantes em frente da janela do Bar recordam-me os invernos de outros tempos.Rostos sofridos e a sofrer,a falta de melhor vida,o cansaço de anos de trabalho duro, marcou para sempre,com rugas cunhadas em mascaras de dor, que os anos foram sulcando em dunas de carne queimada pelos calores de verões sem piedade.
Começo a ter medo dos anos que me atropelam em velocidade estonteante,aos quais não consigo fugir.Que impotencia meu Deus.Que fazer?
A incapacidade de modificar este meu viver,a sensação do tempo perdido,este abandono a que S. Sebastião me devotou,faz-me desanimar,perder a vontade de viver...
Pergunto-me,se a todas as raparigas da minha idade, esta solidão devassa tanto como a mim.
Absorta nos meus pensamentos nem dou pela chegada do Anacleto- olá,sejas bem aparecido!
-Tenho muito que fazer na loja,aquela chamada para interrogatório não fez nada bem ao meu pai,conhece-lo bem...
-Pois,e já chegaram a alguma conclusão?
-Não sei,eles não dizem nada.
-Bem,mas nem me deste um beijo!
Beijou-me na face.Senti um arrepio foi como se me tivesse cuspido na cara.Aquilo não fora um beijo,antes um vómito.
-Querido que se passa? Que tens?Porque me tratas assim?
As perguntas sairam sem parar,sentia-me mal.Apesar de não o amar tinha por ele um respeito que o tempo fora fomentando,não sei bem porquê...
É o Tadeu,que sem ninguem lhe perguntar nada,se mete na conversa e atira:Já sabem as novas do Ás de Copas?- E responde a si mesmo de imediato -foi mais um carro,uma camioneta para melhor dizer-não ligamos os feitos do Ás estavam a tornar-se monotonos.
-Vou andando, a loja espera-me e o meu pai não quer estar sozinho.
-Ok,aparece quando quiseres e se quiseres...
Levantei-me e saí.Decidi que tinha terminado,o modo como me tratou espelhava os sentimentos da "besta".
-Olá vais para casa? Entra dou-te boleia.
O filho do Faneca aparecia no seu Fiat vindo não sei de onde.
-Deixa,vou a pé.-As voltas que a vida dá,logo nesta altura de fragilidade surge o puto que tem alimentado os sonhos de noites mal dormidas com a falta de um corpo quente a meu lado.
-Vá lá quero falar contigo!
-deixas-me em casa, tenho que estudar.
-Que queres falar comigo,nunca falámos antes?
-Olha,desculpa ser directo,mas acreditas que sonho todas as noites contigo?
Apeteceu-me dizer-lhe que comigo se passava o mesmo,resolvi não o dizer.
-Sim,e que sonhas,nem me conheces muito bem?
-Sonhos...Esquisitos,tenho vergonha de te contar.
Continua
Começo a ter medo dos anos que me atropelam em velocidade estonteante,aos quais não consigo fugir.Que impotencia meu Deus.Que fazer?
A incapacidade de modificar este meu viver,a sensação do tempo perdido,este abandono a que S. Sebastião me devotou,faz-me desanimar,perder a vontade de viver...
Pergunto-me,se a todas as raparigas da minha idade, esta solidão devassa tanto como a mim.
Absorta nos meus pensamentos nem dou pela chegada do Anacleto- olá,sejas bem aparecido!
-Tenho muito que fazer na loja,aquela chamada para interrogatório não fez nada bem ao meu pai,conhece-lo bem...
-Pois,e já chegaram a alguma conclusão?
-Não sei,eles não dizem nada.
-Bem,mas nem me deste um beijo!
Beijou-me na face.Senti um arrepio foi como se me tivesse cuspido na cara.Aquilo não fora um beijo,antes um vómito.
-Querido que se passa? Que tens?Porque me tratas assim?
As perguntas sairam sem parar,sentia-me mal.Apesar de não o amar tinha por ele um respeito que o tempo fora fomentando,não sei bem porquê...
É o Tadeu,que sem ninguem lhe perguntar nada,se mete na conversa e atira:Já sabem as novas do Ás de Copas?- E responde a si mesmo de imediato -foi mais um carro,uma camioneta para melhor dizer-não ligamos os feitos do Ás estavam a tornar-se monotonos.
-Vou andando, a loja espera-me e o meu pai não quer estar sozinho.
-Ok,aparece quando quiseres e se quiseres...
Levantei-me e saí.Decidi que tinha terminado,o modo como me tratou espelhava os sentimentos da "besta".
-Olá vais para casa? Entra dou-te boleia.
O filho do Faneca aparecia no seu Fiat vindo não sei de onde.
-Deixa,vou a pé.-As voltas que a vida dá,logo nesta altura de fragilidade surge o puto que tem alimentado os sonhos de noites mal dormidas com a falta de um corpo quente a meu lado.
-Vá lá quero falar contigo!
-deixas-me em casa, tenho que estudar.
-Que queres falar comigo,nunca falámos antes?
-Olha,desculpa ser directo,mas acreditas que sonho todas as noites contigo?
Apeteceu-me dizer-lhe que comigo se passava o mesmo,resolvi não o dizer.
-Sim,e que sonhas,nem me conheces muito bem?
-Sonhos...Esquisitos,tenho vergonha de te contar.
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Sexta-feira, Novembro 11, 2005
XIII
Estranhamente levantei-me a pensar no puto.E mais,sonhei que tinha dormido com ele.
Depois de ingerir a malfadada Farinha 33 fui para debaixo do chuveiro. Não havia maneira de o garoto me sair da cabeça.
Limpinha,cama feita,pó do quarto aspirado e limpo e lá vou eu em direcção ao Faneca.Sabia bem que o que ali me levava era mais que o simples café da manhã.
Sinto-me abusadora e, aínda que ele não me possa ler os pensamentos,quase me julgo culpada de,pelo menos em pensamento,o ter possuido uma noite inteira.Pobre coitado...
Ficou como se acabasse de correr a maratona.Imaginei-o forte,bem constituido e com um marsápio que fazia inveja a muito gabarola.Depois,bem, depois foi delirar durante toda a noite e como de costume a minha mão substituiu o fantasma que um corpo carente e uma imaginação fértil haviam criado.
Pouca sorte.O rapaz não estava e resolvi não perguntar por ele.Nestes meios as pessoas adivinham o que nos vai na cabeça. Era perigoso levantar suspeitas e alem disso, a minha fraqueza, podia trazer-me dissabores...
O pai do Anacleto -O Mestre Mário- Tinha sido o interrogado desta manhã.Haveria um desnorte nos investigadores? Não se entendia porque chamavam este homem,sempre fora um cidadão muito respeitado.Só a venda dos famigerados lápis justificaria esta interpelação.
Com a Policia nunca se pode premeditar seja o que for.O resumo de falatórios da aldeia apontava em todos os sentidos e em nenhum em especial.O dos policias tinha,para frustação do povoado,o condão de ser exactamente ao contrário do que os detectives de algibeira congeminavam nas tascas investidas em esquadras de fim de semana.
Continua
Depois de ingerir a malfadada Farinha 33 fui para debaixo do chuveiro. Não havia maneira de o garoto me sair da cabeça.
Limpinha,cama feita,pó do quarto aspirado e limpo e lá vou eu em direcção ao Faneca.Sabia bem que o que ali me levava era mais que o simples café da manhã.
Sinto-me abusadora e, aínda que ele não me possa ler os pensamentos,quase me julgo culpada de,pelo menos em pensamento,o ter possuido uma noite inteira.Pobre coitado...
Ficou como se acabasse de correr a maratona.Imaginei-o forte,bem constituido e com um marsápio que fazia inveja a muito gabarola.Depois,bem, depois foi delirar durante toda a noite e como de costume a minha mão substituiu o fantasma que um corpo carente e uma imaginação fértil haviam criado.
Pouca sorte.O rapaz não estava e resolvi não perguntar por ele.Nestes meios as pessoas adivinham o que nos vai na cabeça. Era perigoso levantar suspeitas e alem disso, a minha fraqueza, podia trazer-me dissabores...
O pai do Anacleto -O Mestre Mário- Tinha sido o interrogado desta manhã.Haveria um desnorte nos investigadores? Não se entendia porque chamavam este homem,sempre fora um cidadão muito respeitado.Só a venda dos famigerados lápis justificaria esta interpelação.
Com a Policia nunca se pode premeditar seja o que for.O resumo de falatórios da aldeia apontava em todos os sentidos e em nenhum em especial.O dos policias tinha,para frustação do povoado,o condão de ser exactamente ao contrário do que os detectives de algibeira congeminavam nas tascas investidas em esquadras de fim de semana.
Continua
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
XII
tinham-no apertado bem,aínda sentia a dor causada pelos dedos grossos do inspector Jaime.Apertara-os em volta do seu pescoço tal e qual um torno em redor da peça que trabalha.A lei diz que não podem,pois não,fazem-no como e quando querem e vá-se lá provar.Sabem bater e fazer doer sem deixar marcas.Tinham enrolado uma toalha ao pescoço do Lombriga e foi por cima dela que os alicates do inspector bloquearam a entrada de ar ao pasquineiro.
-Tens um lápis Benson quatorze?
-Acho que sim...
-Achas que sim? Filho da puta,tens ou não tens?
-Tenho,pronto.Mas qual é o problema mais gente nesta terra usa essa merda de lápis.
-Não me fodas a cabeça!Tou a falar contigo,deixa lá os outros.
-Onde o compraste?
-Já não sei bem se foi em Lisboa ou aqui no Mestre Mário.
-Vê se te lembras porque não quero cá dormir em S. Sebastião.
-Foi no Mário...
O interrogatório tinha girado à volta do lápis,da compra e,acima de tudo,onde estava o Lombriga no dia vinte e quatro de Outubro?
Não sei se as respostas foram satisfatorias mas ele saiu.Em paz? Veremos.
Aquele olhar esverdeado tinha-me atravessado até às profundezas da Alma. O filho do Faneca,bem mais novo que eu,passara meia hora sentado na mesa em frente de mim e nunca desviara os olhos dos meus.Audacioso o miudo!
Compreenderia ele as minhas necessidades? Ou seriam as dele que começavam a despertar para o sexo oposto? Fosse de que maneira fosse,reparei e agradou-me.
Não é nada de deitar fora,jeitoso mesmo,mas parece que anda com uma colega da Escola Rural.Nada que não possa contornar.
Sorri, agarrada à ideia de poder meter na minha cama um especime imberbe,mas por outro lado,cheio de vigor e inexperiencia.Podia ser aquilo que tanto tenho almejado na aldeia.Juro que fiquei humida com o aflorar destes pensamentos.
Continua
-Tens um lápis Benson quatorze?
-Acho que sim...
-Achas que sim? Filho da puta,tens ou não tens?
-Tenho,pronto.Mas qual é o problema mais gente nesta terra usa essa merda de lápis.
-Não me fodas a cabeça!Tou a falar contigo,deixa lá os outros.
-Onde o compraste?
-Já não sei bem se foi em Lisboa ou aqui no Mestre Mário.
-Vê se te lembras porque não quero cá dormir em S. Sebastião.
-Foi no Mário...
O interrogatório tinha girado à volta do lápis,da compra e,acima de tudo,onde estava o Lombriga no dia vinte e quatro de Outubro?
Não sei se as respostas foram satisfatorias mas ele saiu.Em paz? Veremos.
Aquele olhar esverdeado tinha-me atravessado até às profundezas da Alma. O filho do Faneca,bem mais novo que eu,passara meia hora sentado na mesa em frente de mim e nunca desviara os olhos dos meus.Audacioso o miudo!
Compreenderia ele as minhas necessidades? Ou seriam as dele que começavam a despertar para o sexo oposto? Fosse de que maneira fosse,reparei e agradou-me.
Não é nada de deitar fora,jeitoso mesmo,mas parece que anda com uma colega da Escola Rural.Nada que não possa contornar.
Sorri, agarrada à ideia de poder meter na minha cama um especime imberbe,mas por outro lado,cheio de vigor e inexperiencia.Podia ser aquilo que tanto tenho almejado na aldeia.Juro que fiquei humida com o aflorar destes pensamentos.
Continua
Quarta-feira, Novembro 09, 2005
XI
A aldeia acordou sobressaltada.O Lombriga tinha acordado ao som dos berros de
Orlando Ribas.Levaram-no para o TIC a fim de ser ouvido como arguido no caso do
professor Varela.
-Quem havia de dizer? Nunca me pareceu boa rolha...
-Eu sempre disse que ele não a fazia limpa.Ora o malandro!
-Esta gente, vem de fora, só para fazer mal aos que cá estão.
-Cá pra mim ele já matou noutros sitios e veio fugido...
-Coitadinho do senhor professor,era tão bom homem...
Toda a especie de comentários, eram hoje,alimento de asininos.O Lombriga nunca fora bom nem mau,era apenas um jornalistazeco de quarta categoria que aqui tinha procurado refugio depois de uma má sucedida incursão pelos jornais da capital.Um colega menos escrupuloso tinha desviado material fotografico e as culpas recairam no desgraçado do Lombriga.Agora toda a gente estava delirante.Havia um culpado, já se podiam podiam alimentar de estrume durante uns tempos,poucos,porque o gazeteiro foi libertado ao fim do dia .
Assim que chegou ao Bar do Tadeu foi engolido pela enorme mole de "amigos".Crivado de perguntas e perfumado com carinhos de Onça.
Escusado será dizer que vinha instruido para não fazer comentários.Os "amigos" retrocederam,as Onças viraram Elefantes e os comentadores de serviço aumentaram as suspeitas.
Enquanto houver alimento as hienas vão sobrevivendo.Pior estou eu, nem Anacleto nem Serafim...Ninguem.E é dificil imaginar-me sem fazer amor durante uma semana,quanto mais duas,este calor que me consome dia e noite a que só o uso dos dedos tem acalmado começa a ser de controle quase impossivel.Tenho que arranjar uma alternativa local.Substituir o Anacleto,ao fim ao cabo ele parece não se importar.
Continua
Orlando Ribas.Levaram-no para o TIC a fim de ser ouvido como arguido no caso do
professor Varela.
-Quem havia de dizer? Nunca me pareceu boa rolha...
-Eu sempre disse que ele não a fazia limpa.Ora o malandro!
-Esta gente, vem de fora, só para fazer mal aos que cá estão.
-Cá pra mim ele já matou noutros sitios e veio fugido...
-Coitadinho do senhor professor,era tão bom homem...
Toda a especie de comentários, eram hoje,alimento de asininos.O Lombriga nunca fora bom nem mau,era apenas um jornalistazeco de quarta categoria que aqui tinha procurado refugio depois de uma má sucedida incursão pelos jornais da capital.Um colega menos escrupuloso tinha desviado material fotografico e as culpas recairam no desgraçado do Lombriga.Agora toda a gente estava delirante.Havia um culpado, já se podiam podiam alimentar de estrume durante uns tempos,poucos,porque o gazeteiro foi libertado ao fim do dia .
Assim que chegou ao Bar do Tadeu foi engolido pela enorme mole de "amigos".Crivado de perguntas e perfumado com carinhos de Onça.
Escusado será dizer que vinha instruido para não fazer comentários.Os "amigos" retrocederam,as Onças viraram Elefantes e os comentadores de serviço aumentaram as suspeitas.
Enquanto houver alimento as hienas vão sobrevivendo.Pior estou eu, nem Anacleto nem Serafim...Ninguem.E é dificil imaginar-me sem fazer amor durante uma semana,quanto mais duas,este calor que me consome dia e noite a que só o uso dos dedos tem acalmado começa a ser de controle quase impossivel.Tenho que arranjar uma alternativa local.Substituir o Anacleto,ao fim ao cabo ele parece não se importar.
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Terça-feira, Novembro 08, 2005
X
Voltámos à pasmaceira habitual.As arvores ondulam as folhas tentando deitá-las ao chão como acontece em todos os outonos.A àgua vai aparecendo mas não na quantidade que a seca do ano anterior exige,chove pouco e com um intervalo de dias indesejado.O Às de Copas não sai do trivial,S. Sebastião ansiava por um golpe mais arrojado.Iria detido por uns tempos e a aldeia teria mais uns meses de mexeriquice.Apostou-se na morte do professor Varela mas os Às traira-nos.Não fora ele.
O Anacleto amara-me naquele dia como se fosse a ultima vez,uma despedida.A partir daí nunca mais entrou no meu quarto e tenta,com as desculpas mais tontas,desviar-se de mim.Penso muitas vezes que quis dizer-me que sabia amar,ou apenas foder,mas que não o faria mais comigo.Vivo angustiada agora que percebo o que não gozei e o que pareço destinada a perder.-Porquê?
Só as memorias me servem de companhia nestas noites de solidão gelada.Dou comigo a masturbar-me com o pénis do Serafim, projectado naquele branco pérola do tecto do meu quarto,onde se confunde,as espaços,com a lingua do Anacleto,sim essa mesmo, a que me fez ecoar nos tímpanos todos os sons da natureza num momento único de deleite.
Apenas o Bar do Tadeu fora palco de um exclusivo do Lombriga o que,convenhamos,era muito pouco,mas sempre era alguma coisa...
Contara o "destacado jornalista":Que a judite sabia mais do que fizera crer e que a detenção do criminoso estaria por semanas,senão dias.É que o lápis usado pelo assassino era vendido apenas num só local da aldeia, o seu uso, previlégio de meia duzia de clientes.Bem, a insinuação estava feita,não era dificil adivinhar quem fora o vendedor.Quanto aos compradores,segundo o Lombriga,estavam identificados.
A verdade porém era bem diferente.Jaime e Orlando estavam confusos.Havia uma quantidade de provas que não ajudavam a esclarecer o crime.Parecia até, que tinham sido colocadas para os confundir.
Contínua
O Anacleto amara-me naquele dia como se fosse a ultima vez,uma despedida.A partir daí nunca mais entrou no meu quarto e tenta,com as desculpas mais tontas,desviar-se de mim.Penso muitas vezes que quis dizer-me que sabia amar,ou apenas foder,mas que não o faria mais comigo.Vivo angustiada agora que percebo o que não gozei e o que pareço destinada a perder.-Porquê?
Só as memorias me servem de companhia nestas noites de solidão gelada.Dou comigo a masturbar-me com o pénis do Serafim, projectado naquele branco pérola do tecto do meu quarto,onde se confunde,as espaços,com a lingua do Anacleto,sim essa mesmo, a que me fez ecoar nos tímpanos todos os sons da natureza num momento único de deleite.
Apenas o Bar do Tadeu fora palco de um exclusivo do Lombriga o que,convenhamos,era muito pouco,mas sempre era alguma coisa...
Contara o "destacado jornalista":Que a judite sabia mais do que fizera crer e que a detenção do criminoso estaria por semanas,senão dias.É que o lápis usado pelo assassino era vendido apenas num só local da aldeia, o seu uso, previlégio de meia duzia de clientes.Bem, a insinuação estava feita,não era dificil adivinhar quem fora o vendedor.Quanto aos compradores,segundo o Lombriga,estavam identificados.
A verdade porém era bem diferente.Jaime e Orlando estavam confusos.Havia uma quantidade de provas que não ajudavam a esclarecer o crime.Parecia até, que tinham sido colocadas para os confundir.
Contínua
Sexta-feira, Novembro 04, 2005
IX
O Instituto de Medicina Legal determinou que os dois buracos existentes no pescoço do professor Varela foram causados por instrumento afiado e deixara residuos de carvão.Um simples lápis.
Os inspectores tinham agora mais um elemento a juntar à cena do crime.A possibilidade de o criminoso ser alguem de dentro da Escola aumentava.A experiencia dizia-lhes que era só mais um prova entre outras,nada de certezas.Quantas vezes foram induzidos em erro por acreditarem em provas que se apresentavam como evidentes.
Não,havia alguma coisa que não batia certo,a vitima não apresentava sinais de ter sangrado na retrete,onde foi cometido o crime então?
Se foi arrastado,porquê a mão dentro da sanita? Eram questões que se levantavam e a que o tempo responderia...
Ana saiu cedo,desta vez não enganara Anacleto,ia mesmo a uma consulta de genecologia a Evora.Um constante e desagradavel corrimento tinha surgido, apesar de não apresentar gravidade queria ter a opinião de um especialista.
O tempo estava frio as noites eram desagradaveis e só as sombras furtivas deslizavam debaixo da luz amarelada dos candeeiros.Ao longe erguiam-se as ruinas de S. Sebastião.Imponentes, faziam lembrar tempos de gloria que a aldeia vivera .Agora eram apenas espectadoras atentas da imobilidade do lugar.
Todos esperavam melhores dias.O verão vinha longe e só o calor das lareiras escondia o desanimo da solidão,esta quietude vai roendo os espiritos e não alimenta a alma.
Só a descoberta do criminoso pode sossegar estas gentes que vão morrendo devagar mas,agora tambem com medo.
Continua
Os inspectores tinham agora mais um elemento a juntar à cena do crime.A possibilidade de o criminoso ser alguem de dentro da Escola aumentava.A experiencia dizia-lhes que era só mais um prova entre outras,nada de certezas.Quantas vezes foram induzidos em erro por acreditarem em provas que se apresentavam como evidentes.
Não,havia alguma coisa que não batia certo,a vitima não apresentava sinais de ter sangrado na retrete,onde foi cometido o crime então?
Se foi arrastado,porquê a mão dentro da sanita? Eram questões que se levantavam e a que o tempo responderia...
Ana saiu cedo,desta vez não enganara Anacleto,ia mesmo a uma consulta de genecologia a Evora.Um constante e desagradavel corrimento tinha surgido, apesar de não apresentar gravidade queria ter a opinião de um especialista.
O tempo estava frio as noites eram desagradaveis e só as sombras furtivas deslizavam debaixo da luz amarelada dos candeeiros.Ao longe erguiam-se as ruinas de S. Sebastião.Imponentes, faziam lembrar tempos de gloria que a aldeia vivera .Agora eram apenas espectadoras atentas da imobilidade do lugar.
Todos esperavam melhores dias.O verão vinha longe e só o calor das lareiras escondia o desanimo da solidão,esta quietude vai roendo os espiritos e não alimenta a alma.
Só a descoberta do criminoso pode sossegar estas gentes que vão morrendo devagar mas,agora tambem com medo.
Continua
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
VIII
Possuiu e foi possuida.O aspecto frágil do Professor Varela não deixava adivinhar a loucura que transbordava daquele corpo baixo,gordinho e,aparentemente pouco desenvolto.Foram noites e tardes de amor animalesco sentido e consentido.
Ele beijara-a como ninguem,sugara-lhe as entranhas,penetrara-a em posições inimaginaveis e por fim, quando Alice julgava terminado o acto,Varela arranjava força,não se sabe onde,para continuar a meter dentro dela um bocado -por sinal bem grande- de si.
Na aldeia havia novidades,Ás de Copas tinha atacado de novo.A casa de um Artista das novelas fora agora desprovida de grande parte dos seus bens.Eram estas alterações ao quotidiano que iam fazendo as delicias da população e alimentavam os parlatórios sitiados no Tadeu,Faneca,Bombas de combustivel e outros...
Até o Lombriga,jornalista assim alcunhado pelo seu aspecto débil e caracter subterraneo,andava satisfeito.Com estas noticias podia alimentar o seu pasquim e nas conversas de Café era sempre um espanto ouvi-lo -brilhava- quer pelo conjunto de informações, quer pelo facto de ser estrangeiro,que como se sabe, é uma qualidade presente na ausencia de outras.
Ana e Anacleto mostravam caras de alegria- o que o sexo pode fazer...-Os inspectores Jaime e Orlando Ribas desapareceram,ou parecia que tinham desaparecido.
Alice,triste e desconsolada,ia carpindo na Igreja da aldeia as suas tristezas-secretamente pedia aos Santos,que não é coisa que se peça a Deus,para lhe arranjar um canhão igual ao que tinha perdido na retrete das raparigas.
O Tadeu,que por semanas,parecera redimido voltara à bebida e via-se frequentemente ébrio em discussões com os fregueses. O aspecto pestilento do Bar tornava o ar irrespiravel e o cheiro nauseabundo afastava os menos corajosos.
A pastelaria tambem padecia da acalmia generalisada.O Faneca deitava contas à vida,faltavam-lhe os jornalistas,policias e detectives que a morte do professor havia arrastado para a aldeia.A sede de sangue tinha esmorecido e com ela foram vampiros e abutres.
Ele beijara-a como ninguem,sugara-lhe as entranhas,penetrara-a em posições inimaginaveis e por fim, quando Alice julgava terminado o acto,Varela arranjava força,não se sabe onde,para continuar a meter dentro dela um bocado -por sinal bem grande- de si.
Na aldeia havia novidades,Ás de Copas tinha atacado de novo.A casa de um Artista das novelas fora agora desprovida de grande parte dos seus bens.Eram estas alterações ao quotidiano que iam fazendo as delicias da população e alimentavam os parlatórios sitiados no Tadeu,Faneca,Bombas de combustivel e outros...
Até o Lombriga,jornalista assim alcunhado pelo seu aspecto débil e caracter subterraneo,andava satisfeito.Com estas noticias podia alimentar o seu pasquim e nas conversas de Café era sempre um espanto ouvi-lo -brilhava- quer pelo conjunto de informações, quer pelo facto de ser estrangeiro,que como se sabe, é uma qualidade presente na ausencia de outras.
Ana e Anacleto mostravam caras de alegria- o que o sexo pode fazer...-Os inspectores Jaime e Orlando Ribas desapareceram,ou parecia que tinham desaparecido.
Alice,triste e desconsolada,ia carpindo na Igreja da aldeia as suas tristezas-secretamente pedia aos Santos,que não é coisa que se peça a Deus,para lhe arranjar um canhão igual ao que tinha perdido na retrete das raparigas.
O Tadeu,que por semanas,parecera redimido voltara à bebida e via-se frequentemente ébrio em discussões com os fregueses. O aspecto pestilento do Bar tornava o ar irrespiravel e o cheiro nauseabundo afastava os menos corajosos.
A pastelaria tambem padecia da acalmia generalisada.O Faneca deitava contas à vida,faltavam-lhe os jornalistas,policias e detectives que a morte do professor havia arrastado para a aldeia.A sede de sangue tinha esmorecido e com ela foram vampiros e abutres.
Quarta-feira, Novembro 02, 2005
VII
A idade estava a ser complacente com ela.Mantinha o fulgor de outros tempos embora sentisse,aqui e ali, uma dorzita, mas nada preocupante.Era este tédio que a definhava.
Alice não tinha dificuldades que a fizessem viver amargurada.Apenas o não ter vivido com um homem a deixava triste.O pai de Ana tinha partido,deixara-a só entregue ao proprio destino.Agora a morte do Varela,quantos na aldeia saberiam do seu caso com o professor?
Criou a filha com dificuldades,apenas o salário auferido na Escola lhe tinha,ao longo dos tempos,servido para garantir o sustento da casa e manter Ana com o mais elementar bem estar.Recordava com saudade os seus tempos de adolescente,namoradeira,vivaça.Revia-se na filha,com a diferença temporal obvia.
Tambem ela amara como julga que a sua filha ama o Anacleto -pobre mulher- não podia estar mais enganada.Enquanto observava o movimento das folhas nas laranjeiras que enchiam as ruas pensava em Varela e no que fora a sua relação mais estavel de à dez anos a esta parte.Que seria dela agora que o mataram?
Envolvera-se com ele por puro acaso do destino.Ana sempre viveu com a ideia que sua mãe o detestava.Pelo contrário,nestes ultimos meses chegara à conclusão que era ele o amor da sua vida.Planos para viver juntos tinham sido elaborados nos dias que antecederam o crime.
Alice era,mais uma vez,infernizada por destinos traçados pelo Diabo.
O professor foi,além de amante,um conselheiro,um amigo e algumas vezes um muro onde as suas lágrimas tinham corrido em cascata nos momentos em que Ana lhe faltara.
Verdade se diga não lhe fora indiferente o comprimento do pénis do professor-foi na escola que por mero acaso lho viu- uma porta entreaberta,uma necessidade urgente aliada a uma saudade enorme por parte da observadora.A boca abriu-se de espanto,mais tarde abrir-se-ia por razões a que o espanto era alheio,e jurou aí mesmo que o havia de possuir.
Continua
Alice não tinha dificuldades que a fizessem viver amargurada.Apenas o não ter vivido com um homem a deixava triste.O pai de Ana tinha partido,deixara-a só entregue ao proprio destino.Agora a morte do Varela,quantos na aldeia saberiam do seu caso com o professor?
Criou a filha com dificuldades,apenas o salário auferido na Escola lhe tinha,ao longo dos tempos,servido para garantir o sustento da casa e manter Ana com o mais elementar bem estar.Recordava com saudade os seus tempos de adolescente,namoradeira,vivaça.Revia-se na filha,com a diferença temporal obvia.
Tambem ela amara como julga que a sua filha ama o Anacleto -pobre mulher- não podia estar mais enganada.Enquanto observava o movimento das folhas nas laranjeiras que enchiam as ruas pensava em Varela e no que fora a sua relação mais estavel de à dez anos a esta parte.Que seria dela agora que o mataram?
Envolvera-se com ele por puro acaso do destino.Ana sempre viveu com a ideia que sua mãe o detestava.Pelo contrário,nestes ultimos meses chegara à conclusão que era ele o amor da sua vida.Planos para viver juntos tinham sido elaborados nos dias que antecederam o crime.
Alice era,mais uma vez,infernizada por destinos traçados pelo Diabo.
O professor foi,além de amante,um conselheiro,um amigo e algumas vezes um muro onde as suas lágrimas tinham corrido em cascata nos momentos em que Ana lhe faltara.
Verdade se diga não lhe fora indiferente o comprimento do pénis do professor-foi na escola que por mero acaso lho viu- uma porta entreaberta,uma necessidade urgente aliada a uma saudade enorme por parte da observadora.A boca abriu-se de espanto,mais tarde abrir-se-ia por razões a que o espanto era alheio,e jurou aí mesmo que o havia de possuir.
Continua
Terça-feira, Novembro 01, 2005
VI
Foram duas horas do mais intenso prazer.O Anacleto que eu conhecia transfigurou-se para melhor.Beijou-me os seios,as pernas,mãos e, valha-me Deus,chupou-me o clitoris desenfreadamente numa loucura sã nunca antes vivida.Retribui sem que nada o fizesse admirar,foi como se toda a nossa vida o tivessemos feito.
-Que este tipo apareça com dois furos no pescoço,vá lá,mas na retrete das raparigas e com a mão dentro da sanita...
-E reparaste? Foi arrastado para aqui, a lama nos sapatos e a direcção que levava indicam que veio cadaver ou pelo menos inconsciente.
-Vi,alem disso,segundo o tal Faneca,o professor andava com os sapatos sempre a brilhar,agora aparece todo enlameado.
Os inspectores Jaime e Orlando Ribas estavam num impasse quanto ao mobil do crime.
Vingança,crime passional,sexual,engano...
Colocava-se a perspectiva de o assassino ter errado o alvo.Nesse caso teria sido um contrato para matar e o criminoso não conhecia verdadeiramente a vitima.
Tinham tambem descoberto que o SrºVarela não levava uma vida com a pacatez julgada na aldeia.
-Que este tipo apareça com dois furos no pescoço,vá lá,mas na retrete das raparigas e com a mão dentro da sanita...
-E reparaste? Foi arrastado para aqui, a lama nos sapatos e a direcção que levava indicam que veio cadaver ou pelo menos inconsciente.
-Vi,alem disso,segundo o tal Faneca,o professor andava com os sapatos sempre a brilhar,agora aparece todo enlameado.
Os inspectores Jaime e Orlando Ribas estavam num impasse quanto ao mobil do crime.
Vingança,crime passional,sexual,engano...
Colocava-se a perspectiva de o assassino ter errado o alvo.Nesse caso teria sido um contrato para matar e o criminoso não conhecia verdadeiramente a vitima.
Tinham tambem descoberto que o SrºVarela não levava uma vida com a pacatez julgada na aldeia.
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Não sei explicar porquê mas esta agitação subita na aldeia produzia em mim um excitação anormal.A recusa do Anacleto em estar comigo alterava-me o sistema hormonal.Preciso de estar com alguem,apetece-me gritar:-Quero foooodeeeer!!!
A meio da tarde resolvo deitar-me e tento ler um dos livros da Margarida,tentativa gorada, assaltam-me toda a especie de lembranças sexuais.
Serafim,Luis,Jorge,Bernardo,Vasco,todos entram por mim a dentro como se a sua recordação se tornasse realidade e agora mesmo os tivesse juntos em meu redor em penetrações sucessivas e diferenciadas e pudesse ao mesmo tempo chupar os seus caralhos e lamber o seu sémen...
-Ana estás aí?
-Porra agora que me estava quase a vir...
A velha anda estranha volta para casa a meio da tarde,sai mais cedo que o habitual ,há qualquer mistério em tudo isto.Nunca lhe conheci grandes devaneios nunca a senti,como dizem por aqui,em maus caminhos.No entanto ultimamente andava muito,muito estranha.Não pela morte do professor,agravou apenas,mas já antes lhe ouvira o leve flutuar das pantufas numa noite de invernia.
-Mãe estão a bater à porta!
Estranho,tinha recusado passar cá por casa e agora hei-lo que chega despenteado com cara de parvo -mantinha-a sempre presente- botas molhadas da chuva e a cagar-me o chão do quarto.
-Que te deu para vires aqui? Não tinhas dito que estavas mais interessado no crime do prof.?
-Se quiseres vou-me já embora,ando um quarto de hora à chuva para vir ter contigo e aínda sou tratado desta maneira...
Resolvi calar-me,de facto ele até podia,mesmo sem geito,apagar um fogo que teimava em lavrar-me pelas entranhas e ao qual não podia valer sem uma mangueira por perto.
Beijei-o na face e deixei a minha lingua escorregar docemente nos seus lábios.Apertou-me contra o peito envolveu-me nos braços e disse-me baixinho:-Quero foder-te agora mesmo.
Nunca antes tinha pronunciado tais palavras,fiquei atónita.
Continua
A meio da tarde resolvo deitar-me e tento ler um dos livros da Margarida,tentativa gorada, assaltam-me toda a especie de lembranças sexuais.
Serafim,Luis,Jorge,Bernardo,Vasco,todos entram por mim a dentro como se a sua recordação se tornasse realidade e agora mesmo os tivesse juntos em meu redor em penetrações sucessivas e diferenciadas e pudesse ao mesmo tempo chupar os seus caralhos e lamber o seu sémen...
-Ana estás aí?
-Porra agora que me estava quase a vir...
A velha anda estranha volta para casa a meio da tarde,sai mais cedo que o habitual ,há qualquer mistério em tudo isto.Nunca lhe conheci grandes devaneios nunca a senti,como dizem por aqui,em maus caminhos.No entanto ultimamente andava muito,muito estranha.Não pela morte do professor,agravou apenas,mas já antes lhe ouvira o leve flutuar das pantufas numa noite de invernia.
-Mãe estão a bater à porta!
Estranho,tinha recusado passar cá por casa e agora hei-lo que chega despenteado com cara de parvo -mantinha-a sempre presente- botas molhadas da chuva e a cagar-me o chão do quarto.
-Que te deu para vires aqui? Não tinhas dito que estavas mais interessado no crime do prof.?
-Se quiseres vou-me já embora,ando um quarto de hora à chuva para vir ter contigo e aínda sou tratado desta maneira...
Resolvi calar-me,de facto ele até podia,mesmo sem geito,apagar um fogo que teimava em lavrar-me pelas entranhas e ao qual não podia valer sem uma mangueira por perto.
Beijei-o na face e deixei a minha lingua escorregar docemente nos seus lábios.Apertou-me contra o peito envolveu-me nos braços e disse-me baixinho:-Quero foder-te agora mesmo.
Nunca antes tinha pronunciado tais palavras,fiquei atónita.
Continua
Sábado, Outubro 29, 2005
IV
Não me enganei lá estava ele com os olhos afundados na página com as fotos do Benfica.
-Logo apareces?
-Onde?
-Não te armes em parvo!lá em casa onde havia de ser?
-Ha! Não sei os tipos da judiciária andam por aí a fazer perguntas e quero saber se descobrem alguma coisa.
-Que tens tu que ver com isso,parece que até já se sabe quem foi.
-Náaa,pensaram no Ás de Copas mas já se descobriu que não pode ter sido ele.À hora que o crime foi cometido ele estava no posto da Guarda,tem que se apresentar todos os dias.
-Mas que tem isto a ver com passares lá por casa,faziamos amor dava-te uns beijinhos,aquelas coisas que tu gostas...
Beijinhos,é mesmo beijos na boca ou na cara porque a primeira vez que lhe apontei os lábios à Ferramenta fez uma tamanha cara de espanto que me obrigou a inverter a marcha e simular um desmaio para justificar a direcção tomada.
Nada feito, estranhamente resolveu acompanhar as investigações.Não lhe levo a mal nas aldeias um crime destes torna-se assunto para o ano inteiro.
-Jaime,que pensas desta trampa toda?
Tinha vindo de Aveiro onde se dedicara aos crimes de narcotrafico e lavagem de dinheiro.Uma descoberta mal gerida tinha-o tramado,ou antes,tinham-no fodido.
Sim,porque na Policia tambem há invejas e vinganças.
A mulher exercia um cargo de relevo no Ministério do Interior,mas nem isso lhe valera.Agora via-se longe de casa e afastado dos dois filhos que mais que nunca precisavam da presença paterna.
Jaime era só o seu nome de código na realidade chamava-se Joaquim Santos.
-Épá,tudo muito estranho,e até saber qual foi a causa daqueles dois buracos no pescoço do idiota não faço afirmação nenhuma.
-Cá Pra mim a chave deste crime está na puta de coisa que fez os dois furos.
Orlando Ribas torceu o bigode,fazia este trejeito sempre que o intrigava algo,tambem ele andava deslocado e,ao contrário do seu colega Jaime, adorava andar de um lado para o outro.Tinha para si que o facto de o homem ter aparecido na retrete das raparigas indicava um crime de cariz sexual.
Continua
-Logo apareces?
-Onde?
-Não te armes em parvo!lá em casa onde havia de ser?
-Ha! Não sei os tipos da judiciária andam por aí a fazer perguntas e quero saber se descobrem alguma coisa.
-Que tens tu que ver com isso,parece que até já se sabe quem foi.
-Náaa,pensaram no Ás de Copas mas já se descobriu que não pode ter sido ele.À hora que o crime foi cometido ele estava no posto da Guarda,tem que se apresentar todos os dias.
-Mas que tem isto a ver com passares lá por casa,faziamos amor dava-te uns beijinhos,aquelas coisas que tu gostas...
Beijinhos,é mesmo beijos na boca ou na cara porque a primeira vez que lhe apontei os lábios à Ferramenta fez uma tamanha cara de espanto que me obrigou a inverter a marcha e simular um desmaio para justificar a direcção tomada.
Nada feito, estranhamente resolveu acompanhar as investigações.Não lhe levo a mal nas aldeias um crime destes torna-se assunto para o ano inteiro.
-Jaime,que pensas desta trampa toda?
Tinha vindo de Aveiro onde se dedicara aos crimes de narcotrafico e lavagem de dinheiro.Uma descoberta mal gerida tinha-o tramado,ou antes,tinham-no fodido.
Sim,porque na Policia tambem há invejas e vinganças.
A mulher exercia um cargo de relevo no Ministério do Interior,mas nem isso lhe valera.Agora via-se longe de casa e afastado dos dois filhos que mais que nunca precisavam da presença paterna.
Jaime era só o seu nome de código na realidade chamava-se Joaquim Santos.
-Épá,tudo muito estranho,e até saber qual foi a causa daqueles dois buracos no pescoço do idiota não faço afirmação nenhuma.
-Cá Pra mim a chave deste crime está na puta de coisa que fez os dois furos.
Orlando Ribas torceu o bigode,fazia este trejeito sempre que o intrigava algo,tambem ele andava deslocado e,ao contrário do seu colega Jaime, adorava andar de um lado para o outro.Tinha para si que o facto de o homem ter aparecido na retrete das raparigas indicava um crime de cariz sexual.
Continua
Sexta-feira, Outubro 28, 2005
Dei de caras com Ela ao sair do Faneca.
-Mãe!Onde fostes,porque não me acordaste?
Tinha os olhos vermelhos e banhados em lágrimas.
-Estás a chorar,que aconteceu?
-Oh,tenho pena do Srº Varela,nunca fez mal a uma mosca e agora uma desgraça destas.
Fiquei baralhada,tinha metido na minha pobre cabecinha que ela nutria pelo professor o mesmo desdem que manteve ao longo dos anos por o meu progenitor.
-Mas tu nem gostavas muito dele?
Estava com cinquenta anos mas mantinha uma pele bronzeada e bem esticada para a idade.Usava roupas vistosas que adquiria nas suas incursões ao algarve e fazia aínda,ao passar nas ruas mais frequentadas de S. Sebastião,virar os olhares dos desempregados que aí permaneciam com a perna flectida e os ombros na parede.
-Não gostava mas tambem nunca foi mau para mim e respeitava-me.
-Fixe,mas não precisas de andar num pranto desses pelas ruas da aldeia.
-Ora filha quero lá saber,sou assim que hei-de fazer,estas coisas tocam-me o coração,não tenho culpa de ser uma sentimental.
Boa,agora achava-se sentimental,tinha-me criado com pancada e impropérios de toda a ordem...
-Olha vou basar,tenho que encontrar o Anacleto para lhe contar as novidades.
-Já sabem alguma coisa do assassino?
-O Faneca contou-me que suspeitavam do Ás de Copas,mas não sei...
Aquela hora devia estar na retrosaria encostado,como habitualmente,ao balcão da loja a ler a Bola para ganhar bagagem futebolistica que iria apresentar à hora de almoço no Bar do Tadeu.
As vezes farto-me deste tipo mas que diriam as gentes daqui,tenho que manter as aparencias e vou dando as minhas quecas nas saidas que vou fazendo com a desculpa das aulas e das mamografias em Lisboa.A merda toda é quando ele decide acompanhar-me,enfim não pode ser tudo como quero,faz-se o que se pode.
continua
-Mãe!Onde fostes,porque não me acordaste?
Tinha os olhos vermelhos e banhados em lágrimas.
-Estás a chorar,que aconteceu?
-Oh,tenho pena do Srº Varela,nunca fez mal a uma mosca e agora uma desgraça destas.
Fiquei baralhada,tinha metido na minha pobre cabecinha que ela nutria pelo professor o mesmo desdem que manteve ao longo dos anos por o meu progenitor.
-Mas tu nem gostavas muito dele?
Estava com cinquenta anos mas mantinha uma pele bronzeada e bem esticada para a idade.Usava roupas vistosas que adquiria nas suas incursões ao algarve e fazia aínda,ao passar nas ruas mais frequentadas de S. Sebastião,virar os olhares dos desempregados que aí permaneciam com a perna flectida e os ombros na parede.
-Não gostava mas tambem nunca foi mau para mim e respeitava-me.
-Fixe,mas não precisas de andar num pranto desses pelas ruas da aldeia.
-Ora filha quero lá saber,sou assim que hei-de fazer,estas coisas tocam-me o coração,não tenho culpa de ser uma sentimental.
Boa,agora achava-se sentimental,tinha-me criado com pancada e impropérios de toda a ordem...
-Olha vou basar,tenho que encontrar o Anacleto para lhe contar as novidades.
-Já sabem alguma coisa do assassino?
-O Faneca contou-me que suspeitavam do Ás de Copas,mas não sei...
Aquela hora devia estar na retrosaria encostado,como habitualmente,ao balcão da loja a ler a Bola para ganhar bagagem futebolistica que iria apresentar à hora de almoço no Bar do Tadeu.
As vezes farto-me deste tipo mas que diriam as gentes daqui,tenho que manter as aparencias e vou dando as minhas quecas nas saidas que vou fazendo com a desculpa das aulas e das mamografias em Lisboa.A merda toda é quando ele decide acompanhar-me,enfim não pode ser tudo como quero,faz-se o que se pode.
continua
Quinta-feira, Outubro 27, 2005
-Merda,acordei tarde novamente.A puta da caneca com a Farinha 33 já está em cima da mesa de cabeceira,porque não me acordou a minha mãe? Se veio aqui?
Hum!Algo não estava a correr como de costume.Nunca a velha entrara no quarto a esta hora da manhã se não fosse para me fazer erguer desta imensidão branca de pano quente.Banho tomado,correria pela escada abaixo,fechei a porta atras de mim e dirigi-me à pastelaria do Faneca.Como um bolo com oito dias ou menos ,quem sabe...Ao balcão duas caras estranhas,é o Faneca que num leve piscar de olho me acena para o canto das flores que ornam esta merda de tabanca e servem ao mesmo tempo para confissões da manhã.
-Sãos os da judite vêm por causa do professor,parece que já têm um suspeito!
-Quem?
-Dizem que foi o Ás de Copas,eu bem te disse que ele aínda havia de a fazer boa...
O Ás de Copas estava lentamente a tornar-se famoso por causa das suas deambulações nocturnas,as vezes diurnas,pelos telhados de S.Sebastião,gamava uns videos uns dinheiros mas nada de crimes deste vulto.
-Porra! E a minha velhota por onde andará? A escola está fechada até ao enterro do professor,não poderá entrar para exercer o seu trabalho de auxiliar,nem se ralará muito com isso,está farta de aturar os filhos dos outros.
Desapareceu quando fiz oito anos e nunca ninguem mais lhe sentiu o cheiro,sei porque a minha mãe lhe roga pragas sempre que completo mais um ano de vida -morte lenta aqui em S. Sebastião- afinal tambem tenho um pai,algures,mas tenho.
-Aquele filho de uma puta,onde andará?
-Queira Deus que tenha sido atropelado por uma camioneta da carreira.
Com estes comentários tenho,ao longo dos anos,mantido uma imagem de meu pai igual à do Serafim na noite em que me rebentou com a traseira,só nessa noite, porque agora em boa verdade tenho saudades daquele ardor dentro de mim.
Com o Anacleto não é a mesma coisa,ele bem se esforça.Tenho ,lentamente,procurado que ele se ponha noutras posições faça outros movimentos,tudo sem me expor demasiado não vá o magano perceber que tenho um curso completo de cópula com especialização em penetrações rectais e uma pós-graduação em sugação compulsiva,mas nada mantem-se um corpo mole sem geito nem virtude.
Continua
Hum!Algo não estava a correr como de costume.Nunca a velha entrara no quarto a esta hora da manhã se não fosse para me fazer erguer desta imensidão branca de pano quente.Banho tomado,correria pela escada abaixo,fechei a porta atras de mim e dirigi-me à pastelaria do Faneca.Como um bolo com oito dias ou menos ,quem sabe...Ao balcão duas caras estranhas,é o Faneca que num leve piscar de olho me acena para o canto das flores que ornam esta merda de tabanca e servem ao mesmo tempo para confissões da manhã.
-Sãos os da judite vêm por causa do professor,parece que já têm um suspeito!
-Quem?
-Dizem que foi o Ás de Copas,eu bem te disse que ele aínda havia de a fazer boa...
O Ás de Copas estava lentamente a tornar-se famoso por causa das suas deambulações nocturnas,as vezes diurnas,pelos telhados de S.Sebastião,gamava uns videos uns dinheiros mas nada de crimes deste vulto.
-Porra! E a minha velhota por onde andará? A escola está fechada até ao enterro do professor,não poderá entrar para exercer o seu trabalho de auxiliar,nem se ralará muito com isso,está farta de aturar os filhos dos outros.
Desapareceu quando fiz oito anos e nunca ninguem mais lhe sentiu o cheiro,sei porque a minha mãe lhe roga pragas sempre que completo mais um ano de vida -morte lenta aqui em S. Sebastião- afinal tambem tenho um pai,algures,mas tenho.
-Aquele filho de uma puta,onde andará?
-Queira Deus que tenha sido atropelado por uma camioneta da carreira.
Com estes comentários tenho,ao longo dos anos,mantido uma imagem de meu pai igual à do Serafim na noite em que me rebentou com a traseira,só nessa noite, porque agora em boa verdade tenho saudades daquele ardor dentro de mim.
Com o Anacleto não é a mesma coisa,ele bem se esforça.Tenho ,lentamente,procurado que ele se ponha noutras posições faça outros movimentos,tudo sem me expor demasiado não vá o magano perceber que tenho um curso completo de cópula com especialização em penetrações rectais e uma pós-graduação em sugação compulsiva,mas nada mantem-se um corpo mole sem geito nem virtude.
Continua
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
Sentada naquele banco duro do Bar do Tadeu, a minha cabeça estalava com dores,quem poderia ter interesse na morte do professor de Física?
Assim que o meu Anacleto,meu porque ando à dois meses com ele,me disse que o homem apareceu com dois orificios na nuca abri a boca de espanto,nunca imaginei que era possivel um crime desta grandeza aqui em S. Sebastião.
Tinha,horas antes,comentado com o meu amor,que nem era grande admiradora do Professor Varela.Era um homenzinho baixo um pouco gordo que devia andar pelos seus cinquenta anos,vestia mal,casacos de tecido quente que usava em qualquer altura do ano,sapatos impecavelmente brilhantes mas gastos e uns oculos redondos com lentes da grossura dos vidros que servem de parede nas agencias bancárias.
Mas o que era certo é que nesta altura ele fazia parte da página de jornal onde as fotografias tem uma cruz por cima.
-Ah estas aqui!Era o meu Anacleto que chegava vindo,certamente, da loja de retrosaria cujo pai era o proprietário e onde lhe era exigido comparencia nas horas de maior bulicio- equivalia a dizer quase nunca- mas desde o tempo de seu avô que se fazia assim e não estava para mudar nos tempos mais proximos.
Anacleto tem vinte e sete anos,menos tres que eu,é rapaz para metro e oitenta e dois,veste, quase sempre,umas calças de terylene cinzentas-acho que eram do avô-e uma camisa coçada aos quadrados verdes e brancos.Não é feio nem bonito,apenas agradavel tendo em conta a fauna masculina que habita na aldeia...
Claro que não me faz esquecer o Serafim,apesar das constantes agonias retais que atribuo as suas investidas contra o meu inusitado depósito de fezes,mas esse sim era um verdadeiro predador de alcova,este,o Anacleto é o conveniente para se usar nesta aldeia.Quem sabe, até casar ninguem ia falar mal,boas familias,trabalhador,enfim,o homem ideal.Depois logo se vê.
Continua
Assim que o meu Anacleto,meu porque ando à dois meses com ele,me disse que o homem apareceu com dois orificios na nuca abri a boca de espanto,nunca imaginei que era possivel um crime desta grandeza aqui em S. Sebastião.
Tinha,horas antes,comentado com o meu amor,que nem era grande admiradora do Professor Varela.Era um homenzinho baixo um pouco gordo que devia andar pelos seus cinquenta anos,vestia mal,casacos de tecido quente que usava em qualquer altura do ano,sapatos impecavelmente brilhantes mas gastos e uns oculos redondos com lentes da grossura dos vidros que servem de parede nas agencias bancárias.
Mas o que era certo é que nesta altura ele fazia parte da página de jornal onde as fotografias tem uma cruz por cima.
-Ah estas aqui!Era o meu Anacleto que chegava vindo,certamente, da loja de retrosaria cujo pai era o proprietário e onde lhe era exigido comparencia nas horas de maior bulicio- equivalia a dizer quase nunca- mas desde o tempo de seu avô que se fazia assim e não estava para mudar nos tempos mais proximos.
Anacleto tem vinte e sete anos,menos tres que eu,é rapaz para metro e oitenta e dois,veste, quase sempre,umas calças de terylene cinzentas-acho que eram do avô-e uma camisa coçada aos quadrados verdes e brancos.Não é feio nem bonito,apenas agradavel tendo em conta a fauna masculina que habita na aldeia...
Claro que não me faz esquecer o Serafim,apesar das constantes agonias retais que atribuo as suas investidas contra o meu inusitado depósito de fezes,mas esse sim era um verdadeiro predador de alcova,este,o Anacleto é o conveniente para se usar nesta aldeia.Quem sabe, até casar ninguem ia falar mal,boas familias,trabalhador,enfim,o homem ideal.Depois logo se vê.
Continua
Sábado, Outubro 01, 2005
V
Não sei explicar porquê mas esta agitação subita na aldeia produzia em mim um excitação anormal.A recusa do Anacleto em estar comigo alterava-me o sistema hormonal.Preciso de estar com alguem,apetece-me gritar:-Quero foooodeeeer!!!
A meio da tarde resolvo deitar-me e tento ler um dos livros da Margarida,tentativa gorada, assaltam-me toda a especie de lembranças sexuais.
Serafim,Luis,Jorge,Bernardo,Vasco,todos entram por mim a dentro como se a sua recordação se tornasse realidade e agora mesmo os tivesse juntos em meu redor em penetrações sucessivas e diferenciadas e pudesse ao mesmo tempo chupar os seus caralhos e lamber o seu sémen...
-Ana estás aí?
-Porra agora que me estava quase a vir...
A velha anda estranha volta para casa a meio da tarde,sai mais cedo que o habitual ,há qualquer mistério em tudo isto.Nunca lhe conheci grandes devaneios nunca a senti,como dizem por aqui,em maus caminhos.No entanto ultimamente andava muito,muito estranha.Não pela morte do professor,agravou apenas,mas já antes lhe ouvira o leve flutuar das pantufas numa noite de invernia.
-Mãe estão a bater à porta!
Estranho,tinha recusado passar cá por casa e agora hei-lo que chega despenteado com cara de parvo -mantinha-a sempre presente- botas molhadas da chuva e a cagar-me o chão do quarto.
-Que te deu para vires aqui? Não tinhas dito que estavas mais interessado no crime do prof.?
-Se quiseres vou-me já embora,ando um quarto de hora à chuva para vir ter contigo e aínda sou tratado desta maneira...
Resolvi calar-me,de facto ele até podia,mesmo sem geito,apagar um fogo que teimava em lavrar-me pelas entranhas e ao qual não podia valer sem uma mangueira por perto.
Beijei-o na face e deixei a minha lingua escorregar docemente nos seus lábios.Apertou-me contra o peito envolveu-me nos braços e disse-me baixinho:-Quero foder-te agora mesmo.
Nunca antes tinha pronunciado tais palavras,fiquei atónita.
Continua
A meio da tarde resolvo deitar-me e tento ler um dos livros da Margarida,tentativa gorada, assaltam-me toda a especie de lembranças sexuais.
Serafim,Luis,Jorge,Bernardo,Vasco,todos entram por mim a dentro como se a sua recordação se tornasse realidade e agora mesmo os tivesse juntos em meu redor em penetrações sucessivas e diferenciadas e pudesse ao mesmo tempo chupar os seus caralhos e lamber o seu sémen...
-Ana estás aí?
-Porra agora que me estava quase a vir...
A velha anda estranha volta para casa a meio da tarde,sai mais cedo que o habitual ,há qualquer mistério em tudo isto.Nunca lhe conheci grandes devaneios nunca a senti,como dizem por aqui,em maus caminhos.No entanto ultimamente andava muito,muito estranha.Não pela morte do professor,agravou apenas,mas já antes lhe ouvira o leve flutuar das pantufas numa noite de invernia.
-Mãe estão a bater à porta!
Estranho,tinha recusado passar cá por casa e agora hei-lo que chega despenteado com cara de parvo -mantinha-a sempre presente- botas molhadas da chuva e a cagar-me o chão do quarto.
-Que te deu para vires aqui? Não tinhas dito que estavas mais interessado no crime do prof.?
-Se quiseres vou-me já embora,ando um quarto de hora à chuva para vir ter contigo e aínda sou tratado desta maneira...
Resolvi calar-me,de facto ele até podia,mesmo sem geito,apagar um fogo que teimava em lavrar-me pelas entranhas e ao qual não podia valer sem uma mangueira por perto.
Beijei-o na face e deixei a minha lingua escorregar docemente nos seus lábios.Apertou-me contra o peito envolveu-me nos braços e disse-me baixinho:-Quero foder-te agora mesmo.
Nunca antes tinha pronunciado tais palavras,fiquei atónita.
Continua
